
Há uma infinidade de seres vivos no mundo, de todos os tipos, tamanhos, características, muitos ainda desconhecidos pelos seres humanos. Mas você já se perguntou como cientistas classificaram estes seres? Afinal, a cada ser vivo descoberto é dado um nome a ele, mas não só isso, é também estudado e classificado em Reinos, em Classes, em Espécies. Conheça a Taxonomia, e aprenda “REFICOFAGE”.
Dada a grande variedade de seres vivos, os cientistas os organizaram para facilitar o seu estudo e estabelecer uma árvore filogenética, isto é, um esquema com a possível sequência de origem dos diversos seres vivos. A árvore filogenética, portanto, é a representação de uma hipótese de filogênese (phylo = grupo; genes = origem) ou filogenia, que é a história evolutiva suposta de cada grupo.
Desse modo, é possível descobrir o grau de parentesco evolutivo entre os diversos grupos de seres vivos. Para isso, os cientistas analisam certos tipos de semelhanças no desenvolvimento embrionário, na estrutura celular e bioquímica, na anatomia e na fisiologia de seres vivos atuais ou extintos (por meio de seus fósseis).
A parte da Biologia que identifica, nomeia e classifica os seres vivos é a Taxonomia (taxis = arranjo; nomos = lei), e a que, além disso, estuda as relações evolutivas entre eles é a Sistemática.

A categoria taxonômica básica é a espécie, formada por um grupo de indivíduos capazes de se cruzar e originar filhos férteis, mas que não são capazes de cruzar com outros grupos. As espécies são reunidas de acordo com o grau de parentesco evolutivo. Espécies que são parentes próximos formam o segundo grupo taxonômico, o gênero. Gêneros aparentados evolutivamente formam famílias, e estas são agrupadas em ordens, que são reunidas em classes. As classes, por sua vez, constituem os filos ou divisões, estes, os reinos.
Por causa da complexidade de certos grupos, foi necessário estabelecer grupos intermediários: sub e supergêneros, sub e superfamílias, sub e superordens, etc.
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poder decorar com facilidade a
ordem de classificação dos seres vivos.
Reinos e Domínios
REINOS:
Os seres vivos são agrupados em cinco reinos, com base na organização celular e no tipo de nutrição:
- Monera: (moneres = único, solitário) – formado pelas bactérias, organismos unicelulares procariontes (sem envoltório nuclear).
- Protista: (protos = primeiro) – reúne os seres unicelulares eucariontes (com envoltório nuclear).
- Plantae ou Metaphyta: (meta = além de; phyton = planta) – constituído pelas plantas terrestres, organismos eucariontes, pluricelulares e autotróficos.
- Animalia ou Metazoa: (meta = além de; zoon = animal) – compreende os eucariontes pluricelulares e heterotróficos por ingestão (ingerem moléculas orgânicas complexas retiradas do corpo de outros seres vivos).
- Fungi: inclui fungos, seres eucariontes, unicelulares ou pluricelulares e heterotróficos por absorção (absorvem moléculas orgânicas simples do ambiente).
DOMÍNIOS:
Mais recentemente, os seres vivos têm sido agrupados em três domínios (como se fossem “super-reinos”):
- Archaea (arqueas): (arkhe = primitivo) reúne procariontes que já foram colocados no mesmo domínio das bactérias (eram chamados arqueobactérias).
- Bacteria (bactérias): estão as bactérias, incluindo as cianobactérias.
- Eukarya (eucariontes): estão as plantas, os animais, os fungos e os organismos que já foram classificados como protistas (ou protoctistas) e que, por esse sistema, estão divididos em vários reinos, uma vez que o reino Protista, assim como o reino Monera, não forma um grupo monofilético.
VEJA MAIS SOBRE CLASSIFICAÇÕES EM ‘REGRAS INTERNACIONAIS DE NOMENCLATURA’.


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