
O tráfico ilegal de animais é o terceiro maior comércio ilícito do planeta. Em primeiro lugar, está o tráfico de drogas e, em segundo, o de armas. Mundialmente, o Brasil é o maior exportador de animais de forma ilegal.
O comércio ilegal é fortalecido por inúmeros motivos, entre eles:
- para abastecer com ossos e/ou cartilagens a produção de medicamentos. São exemplos de animais mortos para esta finalidade: o tigre e o elefante asiático.
- para obter o status com refeições ou, até mesmo, peças exóticas de decoração, inúmeros animais são mortos por causa de sua carne ou por partes específicas de seus corpos como, por exemplo, o marfim do elefante asiático; as barbatanas, mandíbulas e dentes do grande tubarão-branco; as penas de inúmeras aves de cores exuberantes, como as araras e pavões; o casco de certas espécies de tartarugas; a pele de inúmeras espécies de felinos.
- pelos, para a confecção de pincéis para o uso em artesanato, na limpeza de câmeras fotográficas, nanquim para pintura de obras de arte.
- comércio de muitas espécies da fauna, que são capturadas para serem vendidas como animais de estimação como, por exemplo, numerosas espécies de araras, papagaios, micos, peixes.
- comércio ilegal da madeira

Marfim dos elefantes 
Pele de Tigre Siberiano 
Barbatanas de tubarão
VIAS DE ESCOAMENTO
1. Nacional
No âmbito nacional, os principais caminhos realizados pelo tráfico de animais se movimentam nas Regiões Nordeste, Norte e Centro oeste em direção ao Sudeste, sendo o eixo Rio – São Paulo a região de grande comercialização destes animais.
2. Internacional
Pará, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul são estados que fazem fronteira com outros países e, por este motivo, são as principais regiões de comercialização ilegal de animais nativos para o Exterior.
Os animais brasileiros contrabandeados para os Estados Unidos, Japão e para cidades europeias – Antuérpia, Amsterdã, Bruxelas, Milão, Roma, Stuttgart, Frankfurt, Londres, Viena, entre outras -, são levados primeiramente para países vizinhos – Argentina, Bolívia, Colômbia, entre outros – para serem legalizados e, posteriormente, enviados ao seu destino final.
TRANSPORTE
Quando se fala em tráfico nacional, o principal meio de transporte é o caminhão, escoando animais das áreas rurais aos grandes centros e cidades; em segundo lugar, as empresas de ônibus interestaduais, em terceiro os automóveis particulares e, por último, os aviões particulares, porém a captura é feita por funcionários de fazendas ou nativos de áreas de preservação, de proteção ou das reservas.

Sagui em jaula 
Papagaios presos 
Tigre preso
COMÉRCIO
Os animais que encabeçam a lista mundial dos ameaçados de extinção são mortos por causa de peles usadas na confecção de calçados e vestuário; para a produção de remédios e cosméticos e para fins de feitiços ou rituais.
Para obtenção de peles, podemos destacar a morte de veados, jacarés, cobras, jaguatiricas, gatos-maracajá, onças-pintadas, entre muitos outros. Outros animais são mortos e, partes de seus corpos, são secas para utilização em poções, remédios e cosméticos, artigos para decoração ou arte entre outros.
Nestes casos, podemos destacar a morte de: quatis, jiboias, cavalos marinhos, entres outros. Por exemplo, o uirapuru, uma pequena e linda ave, é crucificado por uma lenda macabra a qual afirma que, possuir um exemplar deste pássaro seco ou suas penas, atrai a eterna felicidade.

Tapete feito com pele de onça 
Roupas fabricadas com couro 
Cabeça de veado empalhado
ANIMAIS VISADOS
- Os mais vendidos entre os psitacídeos são, em primeiro lugar, os papagaios das espécies Amazona vinacea, Amazona brasiliensis, Amazona festiva, Amazona aestiva, Amazona farinosa, Amazona rhodocorytha, Amazona autumnalis e Amazona pretreias; em segundo lugar, são as araras e, em terceiro, os periquitos das espécies Artinga solstitialis, Artinga auricapilla, Artinga jandaya, Artinga aurea, Artinga cactorum e Artinga guarouba, entre outras.
- Quando se fala em primatas, as espécies mais comercializadas são os saguis dos gêneros Callithrix e Saguinus; o mico-do-bambu; o miquinho; o bugio; o macacoa; o macaco-prego; o mico-de-cheiro; os micos-leão e as espécies uacari.
- Os tucanos (Ramphastos toco, Ramphastos dicolorus, Ramphastos vitellinnus, Ramphastos tucanus) e as araçaris (Selenidera maculirostris, Pteroglossus aracarí e Baillonius bailloni) são, também, aves comercializadas.
- Em relação aos répteis, destacam-se: jacarés, tartarugas, lagartos e inúmeras espécies de serpentes.
- A jaguatirica e o gato-do-mato.
- Entre as espécies de peixes ornamentais estão o: Typhlobelus macromycterus, Leptolebias cruzi, Cynolebias notatus, Pituna poranga e Hyphessobrycon loweae.

Leptolebias cruzi 
Callithrix jacchus 
Amazona brasiliensis
MAIOR EXPLORAÇÃO
A lista das árvores mais exploradas inclui espécies ameaçadas de extinção, como o mogno, pau-brasil, pau-rosa, jacarandá, jequitibá. As demais árvores são: acapu, angelim rajado, aroeira do sertão, bálsamo, brauna branca, brauna preta, castanheira, cerejeira, imbuia, ipê-amarelo, oiti, pau-amarelo, pinheiro-do-paraná, sucupira amarela, ucuuba, virola e peroba.

pau-brasil 
Ipê amarelo 
Castanheira
FISCALIZAÇÃO E CONTROLE
Se você conhece alguém que realiza agressões ao meio ambiente, captura animais silvestres ou espécies da flora, denuncie às autoridades competentes.
Principais órgãos, nos quais você pode fazer sua denúncia :
- O IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, você pode ligar para o telefone 0800 61 8080 ou enviar um e-mail para linhaverde.sede@ibama.gov.br
- Polícia Florestal e de Mananciais; a Polícia Civil e a Polícia Militar.
- Órgãos de Defesa do Consumidor, como o Procon, que recebe denúncias quando a infração de poluição atinge diretamente o consumidor e ONGs ambientalistas.
- Conselhos de Meio Ambiente, tanto de âmbito nacional, como estadual ou municipal.
- Prefeituras, quando a ocorrência for poluição sonora, lixo, construções clandestinas em áreas de preservação ambiental; retirada ilegal de argila e areia.
- Imprensa, quando a denúncia é feita pela mídia esta consegue, geralmente, uma resposta mais ágil do governo e da sociedade.

