
A conclusão, a que os cientistas chegaram, no decorrer dos estudos, foi que a Terra originou-se aproximadamente há 4,5 bilhões de anos. Para poder chegar àquilo que ela é hoje, ocorreram muitas transformações no seu relevo, nos rios, oceanos, nas florestas e animais.
No início, nosso planeta era muito quente, sendo assim impossível a sobrevivência de alguma forma de vida. Para que fosse possível o surgimento da vida, era necessário, então, que ocorressem algumas mudanças na atmosfera da Terra.
Com esse calor da Terra, desprendeu-se muita quantidade de vapor de água que foi se acumulando na atmosfera ao redor do planeta. Pela presença de grande quantidade de vulcões, esse vapor transformou-se em líquido que, por ser atraído pela Terra, caiu em forma de chuva. Os lugares mais baixos acumularam grande quantidade de água, dando assim origem aos mares e oceanos.
Por volta de mais ou menos 2 bilhões de anos, é que a primeira vida teria surgido nessa água do oceano. Essa vida era formada por moléculas orgânicas, muito simples, que haviam sido combinadas de energia de raios ultravioleta do Sol e pela descarga elétrica dos raios, durante as tempestades, que eram muito freqüentes nesse período.
Essas moléculas orgânicas se combinaram entre si e deram origem a proteínas foram se juntando e se outras substâncias chamadas de proteínas. Muitas moléculas de proteína foram se juntando e se transformando em coacervados. Foi através desses coacervados que se originaram as primeiras células. Após coacervados transformaram-se em seres unicelulares (uma só célula), muito simples e heterótrofos, pois se ocorrerem muitas modificações, os alimentavam de substâncias existentes nos oceanos, onde também se multiplicavam.
Com o decorrer do tempo, a quantidade desses seres primitivos aumentou muito e, com isto, a quantidade de alimento nos oceanos foi diminuindo, forçando, assim, muitos seres a sofrerem modificações (seres autótrofos).
Com a presença de autótrofos e dos heterótrofos teve origem o desenvolvimento da vida na Terra. E, no decorrer desse período, os seres foram se diferenciando, cada vez mais, e um passou a depender do outro para poder sobreviver.
Os mais antigos antepassados do homem eram os macacos, pois os únicos vestígios encontrados foram dentes e ossos (fósseis).

Presume-se que, cerca de 2 milhões de anos, já na era Cenozóica, surgia, por mutações, um tipo simiesco que iniciava a longa jornada da Evolução para originar o homem. Era o Australopithecus africanus, talvez, o mais remoto precursor da espécie humana, que andou pelo sul da África até 1 milhão de anos passados.
O Australopithecus africanus era peludo e baixo, com 1,20 m de altura, quase sem queixo, com cérebro muito pequeno.

A partir dele, surgiram outras mutações, o Pithecanthropus erectus (homem macaco) que existiu há mais de 500 mil anos, encontrado em Java, sendo conhecido como o “homem de Java”. Tinha 1,50 m de altura, com braços longos e pernas curtas, vivia em cavernas. Caçava por meio de pedras e ossos de outros animais como armas.
Atualmente, o “homem de Java” é conhecido cientificamente como Homo erectus.

No lento passar dos milhares de anos, as mutações proporcionaram uma verdadeira sucessão de tipos estranhos, cabeludos, com o corpo musculoso e feições agressivas. Surgiram os homens das cavernas.
Dentre os hominídeos que habitavam a Terra, distinguiram-se: Homo sapiens heidelbergensis, Homo sapiens neanderthalensis, Cromagnon, que atingiu grande nível de inteligência, já adotando rituais, elaborando suas crenças religiosas, esculpindo figuras de pessoas e animais nas rochas das cavernas e se aperfeiçoando na caça e na preparação de peles para se abrigar do frio.

Sua fisionomia era idêntica à do Homo sapiens atual, mas sua estatura era ligeiramente maior, pois possuía uma altura média de 1,80 m. Ela transitou pelo mundo até, mais ou menos, 5 mil anos atrás.
Mas, muito antes de se extinguir, já havia originado, por mutação, o tipo humano que conhecemos: Homo sapiens sapiens.
Uma das teorias mais importantes, para explicar a evolução, é a teoria da seleção natural, desenvolvida em 1858, pelo cientista inglês Charles Darwin (1809-1882). Para compreender essa teoria, veja o seguinte exemplo:
Manchester é uma cidade industrial da Inglaterra. No século passado, ela já tinha muitas fábricas; o ar era poluído, as casas e árvores ficavam escuras de tanta fumaça. Quando começaram a ser criadas as fábricas de Manchester, existiam na cidade muitas mariposas brancas e outras escuras, mas em pouco tempo, quase todas as mariposas brancas haviam desaparecido, ficando só as escuras.

